O ministro da Educação Camilo Santana (PT) afirmou que não considera que a política de escolas cívico-militares obteve êxito. De acordo com ele, o Ministério da Educação (MEC) dará foco, energia e prioridade a políticas que já mostraram evidências e resultados.
"Eu não considero que foi uma política exitosa, não", afirmou em audiência da Comissão de Educação sobre a suspensão do Novo Ensino Médio, realizada no nesta terça-feira, 2. Ele respondeu a perguntas sobre escolas cívico-militares feitas pelo senador cearense Luis Eduardo Girão (Novo) e pela também senadora Damares Alves (Republicanos-DF).
Camilo disse que só 0,14% das 178 mil escolas brasileiras segue o modelo cívico-militar. Na execução orçamentária, conforme o ministro, de R$ 98,5 milhões destinados ao projeto, ainda no governo Jair Bolsonaro (PL), apenas 0,25% foram usados pelos estados e municípios.
De acordo com o ministro, estados e municípios terão autonomia para dar continuidade no projeto caso queiram. E com as escolas já criadas, o MEC irá discutir com os governadores e prefeitos para tomarem uma decisão conjunta sobre o que será feito. Mas, repetiu que o programa não é prioridade do atual governo.