Uma reportagem exclusiva da CNN revelou, através de um levantamento inédito de dados obtidos por meio da Lei Lei de Acesso à Informação, revelou números dos assédios sexuais contra professores em Universidades Federais. OS dados revelam que apenas 6% dos professores acusados de assédio foram demitidos. Os números de assédios, no entanto, tendem a ser maiores, uma vez que nem todas as denúncias são efetivadas.
Mais precisamente na Universidade Federal do Cariri, localizado em Juazeiro do Norte, uma estudante revelou ter sido vítima de um professor, que em 2017 teria recebido uma tapa nos glúteos. A estudante ouviu do professor para “tomar cuidado com as roupas para não parecer somente uma bunda”. O mesmo professor já havia sido denunciado por outras mulheres, por “gostar” de brincadeiras que envolvam toque inconveniente.
No relatório sobre os assédios feitos na Universidade Federal de Cariri, houve a preservação da identidade do docente. E de forma controversa, há relatos de muitos assédios e outros depoimentos de alunos que asseguram que o professor é um excelente profissional, que apenas “gosta de brincar”.
O professor envolvido negou todas as afirmações, e alegou que a aluna que denunciou sobre o toque físico, apresentava algum desequilíbrio emocional, pois após a acusação, lhe deu um abraço em público no pátio da universidade, algo que a aluna confirmou. Sobre a que denunciou a respeito das vestimentas, o professor alegou que apenas deu orientações, “era didática e não sexual”.
No fim, a Universidade Federal de Cariri arquivou o processo em 2019 por falta de outras evidências fora o relato das vítimas.